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Conferência e exposição da 2ª Tissue World transformam São Paulo em principal palco de negócios do setor de papéis tissue

01/06/2017 - 13:06

Começou no dia 31 de maio a 2ª Tissue World São Paulo, única feira de negócios dedicada especificamente à indústria de papel tissue voltada à higiene pessoal no Brasil e na América Latina. Além de abrir as portas aos visitantes e expositores, a Tissue World também iniciou a série de apresentações de sua Conferência, que acontece durante os três dias do evento, com o tema “América Latina: Desafios e Oportunidades - abordagens para impulsionar o mercado”. O encontro reúne, até o dia 2 de junho, diversos players importantes do cenário brasileiro e de fora do país.

Entre os painéis, o consultor Pedro Vilas Boas, sócio-diretor da Anguti Estatística e consultor da Associação Nacional dos Aparistas de Papel (Anap), mostrou o tamanho da indústria de papel no Brasil. A produção anual é de 14 milhões de toneladas, sendo que o papel para fins sanitários (tissue) representa 12% desse total. "O papel com fins sanitários é um segmento de pouquíssimas crises. De 1960 até agora, apenas em cinco anos a produção de um ano foi inferior ao outro", explicou Vilas Boas. O segmento tissue cresce o dobro que o PIB do país, apresentando 5,7% de aumento de 2000 a 2016. Nesse período, a produção desse tipo de produto cresceu 111% no país.

Ainda durante as apresentações do Congresso Tissue World, o analista Elton Moritsu, da Euromonitor International, falou sobre as grandes tendências nacionais em relação ao consumidor final. Na América Latina, o Brasil permanece o maior mercado, com vendas de US$ 2,3 bilhões dólares em 2016, 35% do total nessa região do globo. “Nos segmentos atendidos por essa indústria, o Brasil lidera o mercado em papel-toalha e papel higiênico”, disse. Uma tendência ainda pequena no Brasil apontada por Moritsu é o mercado away from home, principalmente para canais institucionais como indústrias, negócios, hotéis, restaurantes, catering, hospitais, shoppings, escolas, entre outros. Para ele, há chances de crescimento do mercado tissue no Brasil, já que o consumo per capita é de cerca de 3 kg/ano, e nos Estados Unidos essa relação é de quase 9 kg/ano. Mas, para isso, é importante atrair o comprador de outras formas.

“O que aprendemos sobre o consumidor, nesse contexto de crise, é que ele mudou seus hábitos, pois o bolso encolheu, então ele teve de parar e pensar o que e como comprar. Surgem novos canais, novas marcas, novos produtos e outros usos, racionalizando a compra. Seja em uma pesquisa online ou em uma loja física, agora o preço vem em primeiro lugar”, avalia Marco Aurélio Lima, diretor de Relações de Negócios da GfK Brasil. “As indústrias estão impulsionando novas tendências e o setor de papel tissue está diretamente ligado a isso, já que segue o movimento de demandas diferenciadas, se não em volumes, em itens, porque o comprador quer soluções diferentes em performance, qualidade e ocasião”, complementa Fernanda Accorsi, especialista em Marketing Comercial e Varejo da FA Retail (Espanha).

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