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“Sucessão ou morte da empresa familiar?”, escrito por Nelson Cury Filho, entra para a lista dos livros mais vendidos

11/09/2017 - 10:09

Lançado no último dia 16 de agosto, “Sucessão ou Morte da Empresa Familiar? Impactos emocionais de fundadores narcisistas nos membros familiares durante o processo sucessório” (Dobradura Editorial, R$ 49,90), livro de estreia do especialista em family business Nelson Cury Filho, entrou para a lista dos mais vendidos já na primeira semana nas prateleiras. De acordo com ranking publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, na categoria teoria e análise, a obra aparece em terceiro lugar, entre os dias 13 e 19 do mês passado.

O livro de Cury Filho, fruto de um trabalho ampliado de sua dissertação de mestrado em Sucessão Familiar, aprovada em 2016 no campus francês da conceituada Escola de Negócios INSEAD, centrou-se no impacto emocional causado por fundadores narcisistas em seus familiares durante o processo sucessório. Ou seja, é possível que o maior desafio a ser enfrentado por uma empresa familiar durante o processo de transição para a próxima geração seja o modo como pensa e age seu fundador.

Bem diferente do líder com autoestima - qualidade indispensável em quem ocupa posições de liderança -, o fundador narcisista sofre de uma patologia psicológica. E tal patologia pode responder por muitos dos fracassos nas empresas familiares. Nesse caso, o patriarca estaria concentrado apenas em atingir seus objetivos de poder, status, prestígio e superioridade, relegando a família a segundo plano. Não consegue construir e nutrir um relacionamento interpessoal maduro e sadio com as futuras gerações, algo indispensável à continuidade do legado familiar. No fim, alguns desses fatores, ou a soma de todos eles, podem, além de gerar conflitos que, por vezes, tornam-se irreversíveis, destruir a empresa e até desmantelar a família.

Para entender os aspectos emocionais causados nos membros familiares por fundadores com perfil narcisista, bem como suas consequências, Cury Filho busca relacionar, a partir do mito de Narciso, a abordagem psicanalítica do narcisismo como aspecto fundamental para a formação do Eu. Isso porque o narcisista é alguém centrado em si mesmo, portanto, um ser que acredita ser especial, diferenciado, com pouca ou nenhuma empatia com as pessoas e com tendência a menosprezar o próximo.

No processo sucessório, isso se traduz em fundadores que não conseguem dividir poder, delegar funções, acreditar que exista alguém capaz de sucedê-los. Muitas vezes são avessos à capacitação e educação de seus descendentes. Tendem a se comunicar de forma autoritária, o que impede que seus conhecimentos, experiências e percepções sobre o negócio sejam repassadas de forma construtiva.

“Busco contribuir para a compreensão da importância de um processo sucessório planejado e consciente em empresas familiares. E também explicar por que muitas famílias não conseguem perpetuar seus negócios ou mesmo dar continuidade ao seu legado e patrimônio”, explica Nelson Cury Filho, membro de empresa familiar que optou por seguir carreira solo.

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